By Humilhada
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
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Algés, Portugal
As "Licenciaturas" de Sócrates, deitadas no divã de Freud

Fiquei a saber que, para Freud, os anos mais importantes da nossa vida eram os 5 primeiros, sobre os quais -- azar -- logo tombava uma cortina de sombras, que durava a vida inteira, exceptuados os sobressaltos e as recaídas no Inconsciente.
Estou agora a terminar uma tese de doutoramento, em que defendo que, bem mais importantes do que esses 5 anos da Infância são os 5 anos da Licenciatura. Esse, sim, é o tempo da verdadeira angústia.
É, pois, com a Dor de Sócrates que eu sofro: aquela Pós-Graduação de 4 dias fez-me saber o que pode ser o sentimento de inferioridade de um cavalheiro que quer galgar a todo o custo, e sabe não ser detentor de um canudo.
Há, em José Sócrates, um pouco de Harry Potter. Ele sabe mexer a varinha -- ou o varão -- e as coisas aparecem todas feitas. "Consta-se de que", mal seja apeado involuntariamente do Governo, já se está a preparar para a Beatificação. O "Expresso" de hoje avança com o seu primeiro milagre: o de ter criado, do Nada, um Reitor.
Isso é uma coisa lindíssima, e acho que nem a Sãozinha, nem a Santa da Ladeira, nem a Irmã Lúcia, no tempo das suas melhores "performances", conseguiram tais feitos...
Nomear um Reitor é algo de bem mais profundo do que pôr um paralítico a andar, um cego a ver, ou o Mega Ferreira à frente do Centro Cultural de Belém.
Resta a matriz psicanalítica da coisa, e essa é o centro deste texto: até agora, nunca tinha percebido a raiva desmesurada contra certas classes da Sociedade Portuguesa, justamente, aquelas onde se congregam mais Licenciados, Médicos, Juristas e Professores.
Era, afinal, um problema psicanalítico, não o dos 5 primeiros anos de vida, mas o dos intermináveis 5 anos da sua "Licenciatura", em irremediável forma de Quasímodo.
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Local:
Lisboa, Portugal
MBA

Declaração
Como colaborador do Braganzzzzza Mothers, subscrevo a Nota Edibloguetorial posted by Arrebenta, com a ressalva do meu reconhecimento e aceitação da existência de um MBA no currículo do cidadão José Sócrates.
Como colaborador do Braganzzzzza Mothers, subscrevo a Nota Edibloguetorial posted by Arrebenta, com a ressalva do meu reconhecimento e aceitação da existência de um MBA no currículo do cidadão José Sócrates.
By São Cível
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Universidade "Independente"
A minha prova de Inglês Técnico
(Exijo a publicação da pauta, com a nota desta cadeira, até ao final do dia)
Declaração de Intenções
"1 - Confesso que fiquei com pena das olheiras e da voz trémula do Primeiro-Ministro na conferência da Fraunhofer, ou lá o que era. Daí que o meu lado soft - sim, eu aparento ser um bicho insensível, mas também tenho um lado soft - tenha vindo ao de cima: não exijo, nem espero, que o cidadão Sócrates apanhe cadeia por causa do que parece ter feito. Creio que a vergonha por que está a passar agora é castigo suficiente, e é também um exemplo, pelo menos, para os que procuraram subir na carreira servindo-se das mesmas artimanhas.
Admito, de boa fé (embora tudo me leve a não acreditar) que o único pecado do cidadão Sócrates - que difere das suas responsabilidades enquanto Primeiro-Ministro - possa ter sido o provincianismo de querer arrogar-se de um título que não possuía, aliado à ingenuidade que poderia fazê-lo sem ser descoberto. É condenável, é ridículo, e é especialmente desrespeitoso para com a "República das Bananas" a que actualmente preside, mas, infelizmente, enquadra-se perfeitamente na mentalidade do país.
Falo exclusivamente em meu nome, não no de mais ninguém. Este blogue, aliás, nunca foi um blogue de consenso: no entanto, neste momento, é visível que se transformou num blogue de campanha, aparentemente com Sócrates no papel de main target. Para os que chegaram há pouco tempo, não foi criado para esse efeito: já existia muito antes de se sonhar, sequer, com José Sócrates. Foi, a espaços, assumindo naturalmente esta forma, motivado, em primeiro lugar, pelas mentiras do Governo Sócrates & seus ministros; a sucessão de mentidos e desmentidos em relação a este processo da licenciatura e da Independente, aliado às suspeitas de controle da comunicação social, actuou depois como fuel para uma caldeira, que, de resto, já estava a ferver.
2 - Não conheço José Sócrates pessoalmente, nem tão pouco tenho interesse nisso. O problema é que o cidadão José Sócrates candidatou-se, e venceu, a eleição para a representação e direcção do País como Primeiro-Ministro. A sua candidatura e a sua vitória, ao contrário do que o próprio possa pensar, não serve para lhe enriquecer o currículo; acarreta a responsabilidade máxima de representar o seu país, e, aliada a essa, a ainda mais importante responsabilidade, directa, pela vida de milhões de pessoas que dele são cidadãs.
O cidadão José Sócrates, alheado dos seus títulos e cargos, tem tanto direito a errar como todos os outros. E basta olhar para o lado para se ver que há muita gente que erra. Errare Humanum Est. Mas o que ofende é ver que a lei não é igual para todos: há os que sofrem e a ela obedecem, e depois há outros, que levianamente a atropelam, porque podem. Não reconheço, nem a José Sócrates nem a ninguém, o direito de abusar do poder que lhe é conferido, umas vezes mais democraticamente do que outras.
Ainda que esteja inocente, assunto sobre o qual tenho - tal como muitos, face aos desenvolvimentos recentes - manifestas dúvidas, ou que "não seja ele o pior de todos", como se isso servisse de desculpa, gostaria de deixar uma coisa bem clara: o motivo desta "campanha" é superior à pessoa de Sócrates, que adquire importância única e exclusivamente por ser Primeiro-Ministro de todos os Portugueses, com os deveres que o desempenho de tal cargo acarreta. O problema não passa apenas por Sócrates, mas sim pelo véu descortinado pela investigação começada há muitos anos no Do Portugal Profundo, que apresentou provas documentais impossíveis de reduzir a "boato", e que, com resistência inicial, acabou inevitavelmente alastrada a uma grande parte dos meios de comunicação oficiais.
Este "surto", chamemos-lhe assim, tornou objectivamente claro o que, de resto, já se conhecia à boca pequena: toda uma teia de interesses que vigorava e ainda vigora há muito neste país, onde a corrupção, a manipulação, o tráfico de influências e os negócios obscuros são reinantes. Se o exemplo vem de cima, não é de admirar que este cross-word puzzle seja construído na vertical: começa nos órgãos de poder, acaba no taxista que não passa facturas, e mete a propagaganda institucional mediática como "elemento apaziguador" pelo meio.
Corrijo-me: isto não é um blogue de campanha. É um blogue de denúncia. Para mim, o que está aqui verdadeiramente em causa é, senão a cura, pelo menos o diagnóstico oficial da doença que afecta o país, e que, como o seropositivo em negação, escondia sob a máscara do 25 de Abril. Se ainda queremos ter esperança de algum dia recuperar Portugal como país, é imperativo que, de uma vez por todas, seja feito o desmantelamento desta rede, desta doença, independentemente de incluir, ou não, o cidadão José Sócrates.
Eu jamais quereria ser Primeiro-Ministro, por ter consciência das responsabilidades que tal função acarreta. Mais, nem tão pouco me sinto apto. Ainda assim, como eleitor, não posso pactuar, num sistema dito democrático, com qualquer tipo de condescendência; sou, como de direito e dever, obrigatoriamente exigente para com as entidades que me representam.
3 - Sócrates não foi eleito por ser engenheiro civil. O que o motivou a candidatar-se? Fazer melhor pelo país? Independentemente da sua capacidade real para o fazer, este deveria sempre ser o intuito exclusivo de alguém que se candidate a qualquer cargo oficial, e não outro. Como explicar que alguém com essa responsabilidade tenha decidido "aproveitar" e enriquecer o currículo, sob o estatuto de trabalhador estudante? Lamento, mas penso que o currículo deve ser deixado para antes ou depois de um mandato, nunca durante. É a minha opinião.
Se Sócrates esconde um passado do qual não se orgulha, ou, pior, se se candidatou ao lugar para proveito pessoal, essa questão diz-me respeito, a mim, e a todos os portugueses. Mas estaria disposto a perdoar José Sócrates, a pessoa, se tivesse o mínimo de decência de se demitir, em vez de tentar emendar a situação com mais mentiras. Se não nos respeita a nós, essa "espécie de caluniadores", como sisificamente nos tenta fazer passar, pelo menos que respeite o País que, para todos os efeitos, representa. E que não faça uso desse respeito para limpar a sua imagem pessoal... O argumento da Presidência da União Europeia para deixar cair o caso, além de rídiculo, é profundamente ofensivo para a Democracia e para a Justiça portuguesa. Os fins justificam os meios? Para quem, afinal?
4 - O objectivo, pelo menos o meu, não é - nem nunca foi - substituir o boneco por outro de cor diferente. O que eu gostava mesmo era de ver o boneco substituido por um governante e representante, verdadeiro, do país. É possível? Será pedir muito? Ou mais vale desistir de tentar sair da matrix de Bilderberg, e comer e calar? Se isto é o ideal de cidadania, e se toda esta situação ficar impune, nada mais me resta fazer senão afirmar que não sou, nem nunca serei, um Ateniense...
Admito, de boa fé (embora tudo me leve a não acreditar) que o único pecado do cidadão Sócrates - que difere das suas responsabilidades enquanto Primeiro-Ministro - possa ter sido o provincianismo de querer arrogar-se de um título que não possuía, aliado à ingenuidade que poderia fazê-lo sem ser descoberto. É condenável, é ridículo, e é especialmente desrespeitoso para com a "República das Bananas" a que actualmente preside, mas, infelizmente, enquadra-se perfeitamente na mentalidade do país.
Falo exclusivamente em meu nome, não no de mais ninguém. Este blogue, aliás, nunca foi um blogue de consenso: no entanto, neste momento, é visível que se transformou num blogue de campanha, aparentemente com Sócrates no papel de main target. Para os que chegaram há pouco tempo, não foi criado para esse efeito: já existia muito antes de se sonhar, sequer, com José Sócrates. Foi, a espaços, assumindo naturalmente esta forma, motivado, em primeiro lugar, pelas mentiras do Governo Sócrates & seus ministros; a sucessão de mentidos e desmentidos em relação a este processo da licenciatura e da Independente, aliado às suspeitas de controle da comunicação social, actuou depois como fuel para uma caldeira, que, de resto, já estava a ferver.
2 - Não conheço José Sócrates pessoalmente, nem tão pouco tenho interesse nisso. O problema é que o cidadão José Sócrates candidatou-se, e venceu, a eleição para a representação e direcção do País como Primeiro-Ministro. A sua candidatura e a sua vitória, ao contrário do que o próprio possa pensar, não serve para lhe enriquecer o currículo; acarreta a responsabilidade máxima de representar o seu país, e, aliada a essa, a ainda mais importante responsabilidade, directa, pela vida de milhões de pessoas que dele são cidadãs.
O cidadão José Sócrates, alheado dos seus títulos e cargos, tem tanto direito a errar como todos os outros. E basta olhar para o lado para se ver que há muita gente que erra. Errare Humanum Est. Mas o que ofende é ver que a lei não é igual para todos: há os que sofrem e a ela obedecem, e depois há outros, que levianamente a atropelam, porque podem. Não reconheço, nem a José Sócrates nem a ninguém, o direito de abusar do poder que lhe é conferido, umas vezes mais democraticamente do que outras.
Ainda que esteja inocente, assunto sobre o qual tenho - tal como muitos, face aos desenvolvimentos recentes - manifestas dúvidas, ou que "não seja ele o pior de todos", como se isso servisse de desculpa, gostaria de deixar uma coisa bem clara: o motivo desta "campanha" é superior à pessoa de Sócrates, que adquire importância única e exclusivamente por ser Primeiro-Ministro de todos os Portugueses, com os deveres que o desempenho de tal cargo acarreta. O problema não passa apenas por Sócrates, mas sim pelo véu descortinado pela investigação começada há muitos anos no Do Portugal Profundo, que apresentou provas documentais impossíveis de reduzir a "boato", e que, com resistência inicial, acabou inevitavelmente alastrada a uma grande parte dos meios de comunicação oficiais.
Este "surto", chamemos-lhe assim, tornou objectivamente claro o que, de resto, já se conhecia à boca pequena: toda uma teia de interesses que vigorava e ainda vigora há muito neste país, onde a corrupção, a manipulação, o tráfico de influências e os negócios obscuros são reinantes. Se o exemplo vem de cima, não é de admirar que este cross-word puzzle seja construído na vertical: começa nos órgãos de poder, acaba no taxista que não passa facturas, e mete a propagaganda institucional mediática como "elemento apaziguador" pelo meio.
Corrijo-me: isto não é um blogue de campanha. É um blogue de denúncia. Para mim, o que está aqui verdadeiramente em causa é, senão a cura, pelo menos o diagnóstico oficial da doença que afecta o país, e que, como o seropositivo em negação, escondia sob a máscara do 25 de Abril. Se ainda queremos ter esperança de algum dia recuperar Portugal como país, é imperativo que, de uma vez por todas, seja feito o desmantelamento desta rede, desta doença, independentemente de incluir, ou não, o cidadão José Sócrates.
Eu jamais quereria ser Primeiro-Ministro, por ter consciência das responsabilidades que tal função acarreta. Mais, nem tão pouco me sinto apto. Ainda assim, como eleitor, não posso pactuar, num sistema dito democrático, com qualquer tipo de condescendência; sou, como de direito e dever, obrigatoriamente exigente para com as entidades que me representam.
3 - Sócrates não foi eleito por ser engenheiro civil. O que o motivou a candidatar-se? Fazer melhor pelo país? Independentemente da sua capacidade real para o fazer, este deveria sempre ser o intuito exclusivo de alguém que se candidate a qualquer cargo oficial, e não outro. Como explicar que alguém com essa responsabilidade tenha decidido "aproveitar" e enriquecer o currículo, sob o estatuto de trabalhador estudante? Lamento, mas penso que o currículo deve ser deixado para antes ou depois de um mandato, nunca durante. É a minha opinião.
Se Sócrates esconde um passado do qual não se orgulha, ou, pior, se se candidatou ao lugar para proveito pessoal, essa questão diz-me respeito, a mim, e a todos os portugueses. Mas estaria disposto a perdoar José Sócrates, a pessoa, se tivesse o mínimo de decência de se demitir, em vez de tentar emendar a situação com mais mentiras. Se não nos respeita a nós, essa "espécie de caluniadores", como sisificamente nos tenta fazer passar, pelo menos que respeite o País que, para todos os efeitos, representa. E que não faça uso desse respeito para limpar a sua imagem pessoal... O argumento da Presidência da União Europeia para deixar cair o caso, além de rídiculo, é profundamente ofensivo para a Democracia e para a Justiça portuguesa. Os fins justificam os meios? Para quem, afinal?
4 - O objectivo, pelo menos o meu, não é - nem nunca foi - substituir o boneco por outro de cor diferente. O que eu gostava mesmo era de ver o boneco substituido por um governante e representante, verdadeiro, do país. É possível? Será pedir muito? Ou mais vale desistir de tentar sair da matrix de Bilderberg, e comer e calar? Se isto é o ideal de cidadania, e se toda esta situação ficar impune, nada mais me resta fazer senão afirmar que não sou, nem nunca serei, um Ateniense...
Posto isto, regresso para o armário, de reencontro à minha condição de "caluniador" porno-nihilista e autista."
By Zlipax
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Local:
Lisboa, Portugal
No fundo, já começou

Dedicado ao Fado Alexandrino, que escreveu a fabulosa frase "quando uma mulher sonha, um construtor civil acorda..."
No fundo, toda a gente, tirando alguns casos patológicos e os leitões que ainda mamam directamente no Sistema, anda farta disto até à raiz dos cabelos.
O António, no "Portugal Profundo", já conseguiu uma vitória, ao obrigar o Portal do Governo, onde está o "joker" sorridente da Nossa Senhora dos Duches, a alterar a indicação biográfica, "Engenheiro Civil", para "Licenciado em Engenharia Civil". Podem lá ir ver.
Parece que José Maria Martins quer saber o resto, e interpelou a Procuradoria-Geral da República para que investigue o processo.
Era uma boa pista: mostrar que o "Prime", tão perfeito e rigoroso, com as coisas dos... outros era, ele mesmo, uma reles fraude académica, um Bacharel de Coimbra, e mesmo assim, talvez só Deus soubesse como.
Homem com vergonha na cara, demitia-se. Era preciso que tivéssemos homem e... um resto de vergonha.
Rua.
A outra pista gloriosa, é, como toda a gente sabe, a Ota: referendos, providências cautelares, abaixo-assinados. Investigação, a fundo, sobre os proprietários reais dos terrenos, e sobre as célebres "empresas" que ali representam alguém. Esses "alguéns", afinal, são quem?...
Rua.
Em vez de andarem a atirar areia para os olhos do pagode, para queimarem uns badamecos que toda a gente já sabe que estão queimados, há anos, há muitos anos, aos olhos de toda a gente, substituir o "Apito Dourado" por uma divulgação pública dos resultados das investigações das Secretas de Sócrates, ou seja, de como o bastardo criou uma nova P.I.D.E., nas nossas costas, exclusivamente a soldo de investigar o que lhe passar no horizonte dos caprichos.
Rua.
Lei da Incompatibilidade entre ter sido Governante e ir integrar os Conselhos de Administração das Empresas de Sucesso e das outras. Listagem completa das funções e salários que ex-governantes desempenham nas Bancas, Seguros e afins. Depois de publicada a lista: RUA.
Reabrir o "Casa Pia", impedindo providências cautelares, recursos e as tais medunças que toda a corrupta classe jurídica , que serve os interesses do Sistema, tão bem conhece. Ponham o "Casa Pia" no Tribunal Internacional de Haia, a pretexto de violação dos Direitos Humanos. Caíam que nem tordos, Políticos, Corja Jornalística, Juristas (!), Empresários de Sucesso e "Cultura". E, já agora, investiguem e publiquem a lista de nomes de quem vende e trafica armas, em Portugal, e as suas relações com o Poder: caíam os mesmos e ainda mais uns outros.
Rua.
Quanto ao Trambolho de Belém, que andou a fazer o ridículo choradinho da Nossa Senhora do Ó, das Energias Renováveis, lembrassem-lhe, nos tempos em que foi o todo-poderoso senhor de dez anos de chuva de ouro comunitária, como tornou Portugal totalmente dependente do Petróleo, destruindo a rede ferroviária, que ligava o Interior e o Litoral -- fazendo o mesmo que a badalhoca da Tatcher, com as mesmas reles origens, mas, por detrás, com a poderosíssima tradição industrial inglesa... -- e desbravando as célebres estradas assassinas, com uma camada de desgaste finíssima, para que um próximo milhafre da Construção Civil viesse depois fazer lucros, à pala da morte dos outros. Investiguem Entre-os-Rios, investiguem as relações entre cada Político e cada Construtor Civil.
Escreveu o Fado Alexandrino ontem, e muito bem, "quando uma mulher sonha, um construtor civil acorda..."
Atrever-me-ia a Pessoalizar ainda mais a coisa: quando uma puta sonha, um construtor civil aproxega-se, o projecto forja-se, os fundos desviam-se, os custos-a-mais multiplicam-se, o Poder Poítico integra-os, o "Deficit" cresce e o Monstro nasce".
Haja Ota.
Local:
Portugal
Descansem, nós estamos atentos!!!
"Da Geologia das Licenciaturas"

Este texto é dedicado aos trabalhadores da Comunicação Social, que, ultimamente, muito nos têm visitado, facto que agradecemos, e que têm aqui suficiente matéria de investigação para fazer cair o Estado
Pronto, conforme me prometeram ontem, os Lindos Olhos de Mariano Gago já lançaram hoje, em "Diário da República", a permissão para que os alunos de qualquer Instituição de Ensino Superior possam pedir transição, em QUALQUER época do ano, de instituição que frequentam, para outra.
É justo, tínhamos discutido ontem a situação dos sem-abrigo da "Independente", e, se não for ao Partido Socialista cumprir alguns dos preceitos de justiça e acolchoamento social mínimo, que outro partido o fará?... Não garantir transição para os alunos da "Independente", depois da execução sumária dela, era tão injusto como tributar as reformas das velhinhas, aumentar o preço do pão, ou o dos medicamentos.
Já lhe telefonei a agradecer, é para isto que servem estes pequenos jantares de amigos, onde, tantas vezes, se decide o futuro do Mundo.
Em favor do Bem Público, atrevo-me também hoje, por ser Quinta-Feira Santa, a revelar algumas das páginas da minha Tese de Pós-Doutoramento, a decorrer no I.S.C.T.E., sob a orientação do Professor Doutor Paulo Pedroso.
O título do meu Pós-Doutoramento -- em primeira-mão -- é "Analogias e Discrepâncias sobre o Método Geológico de Concessão de Diplomas em Portugal, durante a segunda metade do Séc. XX".
É justo, tínhamos discutido ontem a situação dos sem-abrigo da "Independente", e, se não for ao Partido Socialista cumprir alguns dos preceitos de justiça e acolchoamento social mínimo, que outro partido o fará?... Não garantir transição para os alunos da "Independente", depois da execução sumária dela, era tão injusto como tributar as reformas das velhinhas, aumentar o preço do pão, ou o dos medicamentos.
Já lhe telefonei a agradecer, é para isto que servem estes pequenos jantares de amigos, onde, tantas vezes, se decide o futuro do Mundo.
Em favor do Bem Público, atrevo-me também hoje, por ser Quinta-Feira Santa, a revelar algumas das páginas da minha Tese de Pós-Doutoramento, a decorrer no I.S.C.T.E., sob a orientação do Professor Doutor Paulo Pedroso.
O título do meu Pós-Doutoramento -- em primeira-mão -- é "Analogias e Discrepâncias sobre o Método Geológico de Concessão de Diplomas em Portugal, durante a segunda metade do Séc. XX".
Aqui ficam as linhas gerais, já que se trata, sobretudo, de tratamento de dados em "S.P.S.S.", embora com uma matriz estrutural que obedece aos princípios da Organização e Classificação correntes:
- Licenciaturas do Pré-Câmbrico (anteriores ao 25 de Abril, e sempre na posse, salvo raras excepções, de filhos de "Alguém").
- Licenciaturas Administrativas, resultado do saneamento de Docentes, durante o 25 de Abril. A nota era declarada de um lado do balcão da Secretaria, e logo anotada no Livro de Termos, do outro. Denominado "Período Valetudinense".
- Licenciaturas do "P.R.E.C.", com lançamento, em pauta, não de nota, mas de resultados de votação, de braço no ar, de "Apto", ou "Não-Apto". Os mais aguerridos passavam primeiro, os menos, ficavam para o fim (Nota: este tipo de Diplomas deu lugar aos mais altos Cargos, nomeadamente Presidências de Comissões Europeias). É o chamado "Período Cherne-Maoense".
- Licenciaturas compradas no balcão da Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária (defronte do I.S.C.T.E., e, hoje, já extinta e demolida, por causa das tosses...) Este Período, chamado "Manequense", com Licenciaturas, lançamento de nome em pauta e Diplomas a 20 "contos", divide-se em três sub-períodos:
- "Manequense Inferior", em que o "Manecas" ainda não tinha SIDA, e portanto gozava dos lucros.
- "Manequense Médio", em que, já contaminado, era o irmão que beneficiava dos lucros. É o chamado Período Áureo, em que o maralhal, pela mão do "Tonico", frequentava o Clã de Isabel Cânçio, e havia homens, dinheiro, e tudo aquilo que o dinheiro podia comprar, em fartazana, para todos/as. À porta da Escola da Cidade Universitária, os Ciganos vendiam os Exames que iam depois sair na Faculdade de Medicina.
- "Manequense Final", em que a coisa estoirou, o "Manecas" morreu, o irmão teve de fugir para o Brasil, e as festas abrandaram.
- Período Intermédio "Campo Santanense", em que os pais faziam bicha, defronte da Secretaria da Escola de Ciências Médias, para comprarem o Diploma de Médico para os filhos.
- "Período Pulidense", em que houve Diplomados contemporâneos da passagem, pela Política, de Vasco Pulido Valente. Licenciaturas do "Gin-Tónico".
- "Período Normalense", em que as pessoas foram MESMO obrigadas a frequentar e a concluir os Cursos.
- "Período das Privadas", com todos os seus sub-períodos intermédios, em que o Dinheiro era forte aliado da Massa Cinzenta. Também conhecido pelo "Período das Omeletes sem Ovos".
- Período da "Independente", lançada por Manuela Ferreira Leite, em que toda a gente que tinha pequenos defeitos académicos os podia ali corrigir. "Período Diamantense Angolar", na minha proposta terminológica.
- "Período Opus Deiense", com Diplomas vindos da Complutense e de Navarra, e imediatamente acreditados em Portugal.
- "Período Americanense", das Pós-Graduações "Light", em território americano.
- Período "Pós-Moderno", das lavagens e branqueamentos da Universidade "Moderna" ("Coisas horríveis, que metiam Mulheres, Droga e Armas...", nas palavras do Reitor Xexé)
- "Período Lusófono", da Catedrática, Vice-Reitora, Clara Pinto-Correia, onde, os que já tinham o diploma de trás, resolveram abalançar-se aos Mestrados e Doutoramentos.
- "Período Actual", ou "Corruptense Generalizado", em que tudo isto funcionava em perfeito silêncio e harmonia, até ter estoirado o Escândalo Sócrates.
(Nota de apreço aos que, como muito boa gente, se esforçaram para tirar os seus Cursos, fora destes métodos. Deles não foi, nem será, nunca, o Reyno dos Céus)"
Rigor e Contenção

Hoje, fui jantar com o Jorge Lacão, ao "Cosa Nostra". Somos amigos há longos anos, e achámos que era altura de pôr a escrita em dia.
Obviamente falámos de Sócrates e da "Independente". Ao fim da primeira garrafa de um vinho fantástico da Tosacana -- nem me lembro do nome, dizem que é o melhor vinho do Mundo -- ele foi directo ao assunto. Pronto, como democrata, reconhecia o direito à intervenção pessoal na Blogosfera, mas achava que, ultimamente, estávamos a exagerar. Em suma, estávamos a pôr em causa um bom governo, um excelente primeiro-ministro, e um país que estava em vias de se tornar uma potência europeia de primeira linha.
Pontos nos "is", ele queria saber quanto custava... acolchoarmos o nosso tom.
Disse-lhe que, por mim, não custava nada, era só ele pedir, e ficava tudo entre amigos. Também podia mandar um email ao António, do "Portugal Profundo", e a coisa morria já aqui.
Lacão sabe que, no fundo, eu tenho uma profunda estima por Sócrates, e ambos quiseram, já por várias vezes, levar-me a inscrever no Partido, embora as minhas condições nunca tenham sido cumpridas: queria um Programa de Governo que me garantisse a elegância da Suíça, o grau de liberdade de expressão da Holanda, uma tradição cultural como a Francesa, e uma opinião pública com a maturidade da Inglesa. Economicamente, para já, chegava-me que déssemos um salto à espanhola, embora sonhasse com as democracias avançadas nórdicas.
Continuamos à espera: eu, do Programa; ele, da minha ficha de inscrição no Partido.
A verdade é que ele me deu algumas contrapartidas para não voltar a escarafunchar, aqui, no assunto da "Independente", mas prometi não revelá-las.
Acontece que, como por acaso, estava a jantar, na mesa ao lado, o Luiz, aquele que tem o Mercedes Prateado, e é do tempo das licenciaturas compradas na Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária, e costuma continuar a "atacar" nas ruínas da dita cuja.
Embora nos detestemos, lá nos cumprimentámos, ele, a estranhar o sinal da cara que o Lacão mandou tirar -- houve uma fase, a chamada Crise Pedroso, em que no P.S. houve uma certa necessidade de fazer desaparecer certos sinais característicos do corpo, mas, felizmente, já passou. Lacão ficava mais "sexy" com a manchinha negra na cara, como Pedroso com os sinais da coxa e da barriga, referidos no "Casa Pia".
Conversa, puxa conversa, perguntei-lhe se o "Manecas" ainda era vivo... É claro que, não o bichinho" já o tinha levado, e o irmão, no Brasil, para onde tinha fugido por causa das vendas das licenciaturas, também já não estava neste mundo...
É horrível a sensação de se ter fechado uma fase crucial da nossa História. Como iremos contar aos nosso vindouros que houve uma fase cronológica da Contemporaneidade Portuguesa onde era possível comprar diplomas, ao balcão de uma Escola Secundária, bem perto da Cidade Universitária?...
Dirão vocês que isso deu de comer a muita gente, e deu. Fernanda Câncio, mais avisada e cautelosa, com a autoridade que lhe dá o jornalismo isento, diria que todos nós precisávamos de vestir a bata branca, e voltar ao hospício, como, aliás, já disse.
O problema é que o hospício é Portugal, e há muita gente de bata branca, médicos, sobretudo, que ali compraram os cursos. Ali, e na célebre secretaria da Faculdade de Medicina do Campo de Santana, onde faziam bicha, pais e filhos, antes de aquilo abrir, para poderem aceder rapidamente ao forjamento das pautas, diplomas e livros de termos. Era uma espécie de Urgência de um Hospital de subúrbio, mas regida pela urgência de outras necessidades: ou se comprava o curso ali, ou podia ser que depois o negócio fechasse, como depois fechou. Pontos comprados nos ciganos, para fazer as cadeiras terminais do Curso de Medicina, isto para os pobres, e com alguma massa cinzenta; para os mais ricos, e burros, que não tinham tempo de preparar as respostas em casa, 20 contos, para lançamento de notas em pauta, livro de termos e diploma certificado.
Gostaria de ver o Vasco Pulido Valente pronunciar-se sobre este tema, que foi tema da sua contemporaneidade.
O Luiz só me dizia, aquilo foi terrível, o outro ia sendo preso, o irmão do "Manecas" teve de fugir, e até o nome do Ministro ficou em causa, mas graças a Deus que tudo ficou abafado, hoje, na Casa dos 50, 60, já são todos médicos, advogados, engenheiros, ingressaram na Política, dominaram as Câmaras e estão todas nas Administrações das empresas-chave. Graças a Deus, como na "Independente", tudo se vai resolver a bem: um desabafo do Bettencourt Resendes, um desmentido dos Assessores de Imagem do Engenheiro Sócrates, e, de aqui a um mês, já ninguém se lembrará de nada...
Obviamente falámos de Sócrates e da "Independente". Ao fim da primeira garrafa de um vinho fantástico da Tosacana -- nem me lembro do nome, dizem que é o melhor vinho do Mundo -- ele foi directo ao assunto. Pronto, como democrata, reconhecia o direito à intervenção pessoal na Blogosfera, mas achava que, ultimamente, estávamos a exagerar. Em suma, estávamos a pôr em causa um bom governo, um excelente primeiro-ministro, e um país que estava em vias de se tornar uma potência europeia de primeira linha.
Pontos nos "is", ele queria saber quanto custava... acolchoarmos o nosso tom.
Disse-lhe que, por mim, não custava nada, era só ele pedir, e ficava tudo entre amigos. Também podia mandar um email ao António, do "Portugal Profundo", e a coisa morria já aqui.
Lacão sabe que, no fundo, eu tenho uma profunda estima por Sócrates, e ambos quiseram, já por várias vezes, levar-me a inscrever no Partido, embora as minhas condições nunca tenham sido cumpridas: queria um Programa de Governo que me garantisse a elegância da Suíça, o grau de liberdade de expressão da Holanda, uma tradição cultural como a Francesa, e uma opinião pública com a maturidade da Inglesa. Economicamente, para já, chegava-me que déssemos um salto à espanhola, embora sonhasse com as democracias avançadas nórdicas.
Continuamos à espera: eu, do Programa; ele, da minha ficha de inscrição no Partido.
A verdade é que ele me deu algumas contrapartidas para não voltar a escarafunchar, aqui, no assunto da "Independente", mas prometi não revelá-las.
Acontece que, como por acaso, estava a jantar, na mesa ao lado, o Luiz, aquele que tem o Mercedes Prateado, e é do tempo das licenciaturas compradas na Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária, e costuma continuar a "atacar" nas ruínas da dita cuja.
Embora nos detestemos, lá nos cumprimentámos, ele, a estranhar o sinal da cara que o Lacão mandou tirar -- houve uma fase, a chamada Crise Pedroso, em que no P.S. houve uma certa necessidade de fazer desaparecer certos sinais característicos do corpo, mas, felizmente, já passou. Lacão ficava mais "sexy" com a manchinha negra na cara, como Pedroso com os sinais da coxa e da barriga, referidos no "Casa Pia".
Conversa, puxa conversa, perguntei-lhe se o "Manecas" ainda era vivo... É claro que, não o bichinho" já o tinha levado, e o irmão, no Brasil, para onde tinha fugido por causa das vendas das licenciaturas, também já não estava neste mundo...
É horrível a sensação de se ter fechado uma fase crucial da nossa História. Como iremos contar aos nosso vindouros que houve uma fase cronológica da Contemporaneidade Portuguesa onde era possível comprar diplomas, ao balcão de uma Escola Secundária, bem perto da Cidade Universitária?...
Dirão vocês que isso deu de comer a muita gente, e deu. Fernanda Câncio, mais avisada e cautelosa, com a autoridade que lhe dá o jornalismo isento, diria que todos nós precisávamos de vestir a bata branca, e voltar ao hospício, como, aliás, já disse.
O problema é que o hospício é Portugal, e há muita gente de bata branca, médicos, sobretudo, que ali compraram os cursos. Ali, e na célebre secretaria da Faculdade de Medicina do Campo de Santana, onde faziam bicha, pais e filhos, antes de aquilo abrir, para poderem aceder rapidamente ao forjamento das pautas, diplomas e livros de termos. Era uma espécie de Urgência de um Hospital de subúrbio, mas regida pela urgência de outras necessidades: ou se comprava o curso ali, ou podia ser que depois o negócio fechasse, como depois fechou. Pontos comprados nos ciganos, para fazer as cadeiras terminais do Curso de Medicina, isto para os pobres, e com alguma massa cinzenta; para os mais ricos, e burros, que não tinham tempo de preparar as respostas em casa, 20 contos, para lançamento de notas em pauta, livro de termos e diploma certificado.
Gostaria de ver o Vasco Pulido Valente pronunciar-se sobre este tema, que foi tema da sua contemporaneidade.
O Luiz só me dizia, aquilo foi terrível, o outro ia sendo preso, o irmão do "Manecas" teve de fugir, e até o nome do Ministro ficou em causa, mas graças a Deus que tudo ficou abafado, hoje, na Casa dos 50, 60, já são todos médicos, advogados, engenheiros, ingressaram na Política, dominaram as Câmaras e estão todas nas Administrações das empresas-chave. Graças a Deus, como na "Independente", tudo se vai resolver a bem: um desabafo do Bettencourt Resendes, um desmentido dos Assessores de Imagem do Engenheiro Sócrates, e, de aqui a um mês, já ninguém se lembrará de nada...
Aqui, subitamente, apeteceu-me, passar da ficção para a realidade e vir lançar, neste espaço, um apelo: de todos os nossos leitores haverá quem se lembre, ou conheça quem se lembre, das minúcias desta história: a partir de hoje, todos os contributos, esquemas, percursos e nomes serão bem vindos às nossas caixas de comentários. Com os contributos, far-se-á um excelente "post", que talvez obrigue a rever a História Portuguesa dos últimos 30 Anos, e faça cair muito mais gente do que um ridículo e menos dotado Fantoche de Bilderberg.
Aqui ficamos à espera.
Muito obrigado.
DA REPÚBLICA

Blogs, Perigo Público

"Vicente Jorge Silva não precisa de apresentação.
É, simplesmente, o maior representante em Portugal das regiões autónomas.
Já foi tudo.
Director de jornal, deputado e agora escreve umas crónicas no Diário de Notícias.
Penso eu de que deve também ter a carteira de jornalista e se assim for breve vai ter que fazer exame perante o senhor Ministro que vai indicar quem faz jornalismo de sarjeta e quem pode frequentar os corredores do poder e do sucesso.
Hoje na sua crónica, todo tremeliques, escreve que “Muito antes do descalabro da Universidade Independente e das notícias dos jornais, já o currículo de Sócrates era maldosamente referido na blogosfera, essa outra praga moderna que escapa ao controlo dos poderes públicos”.
Vejam só, isto não pode continuar.
Fulanos que não passaram pela Universidade Independente, que não têm a carteirinha do Sindicato e que vêm para a blogosfera escrever coisas que, antigamente, (ai era tão bom), só os senhores jornalistas podiam não-escrever.
E depois, lá tem os verdadeiros fazedores das notícias de se dar à maçada de escrever sobre coisas que ninguém devia conhecer porque como dizia o outro “a vossa política é o trabalho”.
O senhor doutor Vicente Jorge Silva, para azar nosso, vive, adormecido, num mundo descrito numa frase de Iris Murdoch:
Actualização do estado de autenticidade do Certificado de José Sócrates entregue na Câmara Municipal da Covilhã

Lúcio Pimentel, presidente do Conselho de Administração da SIDES, afirmou que a “data de conclusão da licenciatura de José Sócrates é a 8 de Setembro de 1996, tal como consta no processo individual”
Nesta altura convém fazer o ponto da situação, para ninguém se perder:
O certificado entregue na Covilhã, afinal - quanto às datas -, não está certo... e o seu conteúdo, também está errado!!!
Local:
Vila Nova de Gaia, Portugal
Sócrates e a "Wikipédia" - Pela sombra, o pequeno salazar já passou de engenheiro a político

"Numa simples semana, o filho dilecto de Vilar de Maçada e filho da .... de todos os Portugueses que foram enganados por ele, já passou de "Engenheiro" a "Político"...Deus vela, e, quando Deus vela, a "Wikipédia" nasce..."
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"Dossier" Sócrates,
"Wikipédia",
Aldrabão
Local:
Portugal
Diário de uma Câncio de Quarto

A Cesaltina, a minha empregada, saiu hoje daqui, a caminho da sua Páscoa. Tem mais sorte do que eu, que vou passar a Páscoa enfiado em coisas transfinitas.
A Cesaltina é muito bem educada, nunca fala do que se passa, numa casa, noutra.
Hoje, pela primeira vez, disse-me que trabalhava para um senhor das Informações da S.I.C. Lembrei-me logo daquele Deputado do P.S.D. que tinha afirmado, em plena Televisão, que José Sócrates telefonava "furibundo" para casa dos Directores, a dizer que a sua Licenciatura era uma "não-notícia",
Cesaltina,
perguntei eu,
por acaso houve algum telefonema estranho na casa do seu outro patrão?...,
e ela, pálida, houve, sim, sr. dr., era uma voz estranha, que gritava muito, do outro lado, o meu patrão ficou muito pálido, e só dizia, "esteja vòchelência descansado, pois, vòchelência tem toda a razão...",
e eu,
mas era homem ou mulher?...,
e ela,
ai, sr. dr., sabe quando as gatas estão aluadas?... Era uma coisa estranha, parecia lá muito no alto, mas depois caía para baixo, e parecia que estava engasgada, como o ruído dos ralos da banheira, no fim do esvaziamento, e depois gemia, e voltava a guinchar lá, em cima, numa espécie de pessoa na Hora da Morte, deus me perdoe...
(Neste momento, foi a minha cultura, enfim, natural, que entrou em colisão com a inexistência de licenciatura "independente" da minha doméstica: tudo na sua descrição, me fazia lembrar a voz de Natália de Andrade, a interpretar a Ária da "Rainha da Noite", na "Flauta Mágica"),
e eu,
sabe, por acaso, quem estava ao telefone?...,
e ela encostou-me os seus lábios bigodudos ao ouvido, e sussurou:
... era o Sr. Primeiro-Ministro...
Era, de facto o Sr. Primeiro-Ministro, como depois a SIC comprovou, a dizer que a história da sua "Licenciatura" era uma não-notícia, e até era. Era um Fragmento de Parménides, em toda a sua opulência, uma não-notícia, um não-licenciado, um não-acreditável, um não-possível-de-sustentar-muito-mais-tempo, um não-país, um não-ser, um NÃO rotundo de toda a Opinião Pública Portuguesa.
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Correio da Lola - A Banca dos Canudos da "Independente"
Sou empregada de limpezas na "Fertagus". Todos os dias vou ao monitor da "Refer" ler o vosso blogue. Ando muito angustiada, tenho um filho na "Independente", que já é repetente há 3 anos, e não sei o que se passa. Ele vinha do Secundário com média de 20. Os colegas coitados, valha-me deus, não é ser racista, que nosso prédio até só moram pretos, entraram ao mesmo tempo do que ele, e nesses 3 anos já fizeram Mestrados e Doutoramentos. O meu Adelino não consegue passar em Teoria Política I, diz que é um horror, a professora vai sempre nua para as aulas, e ele, que é tímido, fica na fila de trás, enquanto os Angolanos vão todos para a frente. Parece, deus me perdoe, que lhe apalpam as mamas, e tudo, na aula, e depois passam, e ele não... Eu sou uma pobre mulher, que me levanto às 4 da manhã, para pegar às 6, em Sete Rios, e tudo o que eu ganho vai para o curso deste meu filho, e ele não avança. O que devo eu fazer?...
(Leocádia de Jesus, Arneiro da Portela de Sintra)
Querida Leocádia:
Já deve ter verificado que eu tenho aqui um consultório sentimental, nada que se pareça com uma banqueta de cambalachos de canudos de P.A.L.O.P.s. Eu acho que o seu filho, se não levar a mal, é mas é parvo. Essa coisa de vir com 20 do Secundário já me cheira mal, agora ir para uma aula e não apalpar as mamas à professora, isso, si, acho altamente anti-pedagógico. O que irão pensar os estrangeiros, que vêm acelerar o canudo na "Independente", de um Portuguesinho, que é incapaz de jogar as mãos aos bicos de uma Catedrática de Teoria Política?... Vão para lá para fora dizer que a célebre teoria do mangalho africano é verdadeira!... Querida, isto é aproveitar a maré, ou ele começa à cotovelada, e fica ao pé dos Angolanos, na primeira fila, para deitar uma mãozinha que seja aos "airbags" da docente, ou então, mas isto é mais um conselho de amiga: mande o assunto para o Partido Nacional Renovador, não só é constitucional, como até está a começar a dar. A terceira via, para a qual me inclino, é que o seu Adelino tenha tirado 20 no Secundário, a jogar a mão aos tomates de algum professor, e, portanto, não goste muito de espanholadas, à "Independente". Aí, só lhe antevejo um radioso futuro: gay, repetente e ariano... rapidamente chega a Primeiro-Ministro, é só esperar que o Sócrates caia na rua.
Kisses."
By Lola Chupa
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